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Psicóloga, formada pela FUMEC, com inscrição no CRP 04/34263. Formação em Psicoterapia Familiar Sistêmica e Terapia Ericksoniana / Hipnoterapia. Atua com psicoterapias individuais, de casais e famílias. Participa da cooperativa de psicólogos sistêmicos - NASS. Atualmente Psicóloga em consultório particular em BH, Oliveira e Carmo da Mata. Colunista do Jornal Gazeta de Minas em Oliveira e Jornal A Noticia em Carmo da Mata. Ministrante de palestras em escolas e empresas. Sócio-Fundadora da Equipe PerCursos – Cursos, Palestras e Workshops em Belo Horizonte.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Quando nos acreditamos culpados, na verdade, acreditamos nos nossos poderes de controle da vida, com isso, embora seja estranho, inconscientemente preferimos o sentimento de culpa a aceitação de não estarmos com controle.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Jura que você precisa de um psicólogo?



Jura que você precisa de um psicólogo?

POR RUTH MANUS

Até quando vamos ter que explicar que ter um psicólogo ou ter um psiquiatra é algo absolutamente normal?

Foi numa festa. Estava conversando com alguns amigos e comentei a respeito de algo que a minha psicóloga havia me dito. Um deles arregalou os olhos e disse “você tem uma psicóloga?”. Respondi tranquilamente que sim e perguntei o porquê do espanto. Ele disse que, ao ler meus textos, eu sempre pareci uma pessoa muito bem resolvida e que nunca imaginou que eu precisasse de terapia.

Acho que todo mundo que tem um psicólogo, um psiquiatra ou qualquer tipo de terapia de apoio já se deparou com uma situação dessas. Muitos se surpreendem, muitos ainda carregam velhos estigmas, acham que é frescura, acham que é exagero. Chega a ser engraçado nos depararmos com esse tipo de pensamento em 2017.

É curioso (e satisfatório) ver como todos os cuidados com o corpo estão sendo cada vez mais valorizados: exames preventivos, alimentação saudável, exercícios físicos. As pessoas têm medo de ficarem feias, velhas e doentes. Eu também tenho. Por isso nos matriculamos na academia, compramos vegetais orgânicos, reduzimos as frituras, fazemos exame de sangue, usamos filtro solar. Mas muita gente acha que isso basta. Que corpo saudável é vida saudável.

Mas nem sempre é. A cabeça faz parte do nosso corpo, as ideias fazem parte da nossa vida, as lembranças fazem parte da nossa história e os sentimentos fazem parte da gente. Não é só o neurologista quem cuida da cabeça, nem é só o cardiologista quem cuida do coração. Psicólogos e psiquiatras não são nem um pouco menos importantes do que os demais. Sim, custa dinheiro, como tudo na vida. Mas não tenho dúvidas de que, no meu caso, é um dinheiro absolutamente bem gasto.

Ainda há quem pense que é preciso estar deprimido ou descontrolado para procurar este tipo de apoio. Mas não. Você pode estar ótimo. Mas pode ficar ainda melhor. Nós não fazemos ideia de quanta coisa a gente deixa mal resolvida no nosso caminho, nem do quando elas influenciam as atitudes que temos hoje. Todas as vezes que dizemos “eu sou assim” para justificar nossos defeitos, é importante sabermos que poderíamos não ser assim. Poderíamos ser melhores e mais felizes. É, de fato, algo viável.

Mas é isso. Ninguém fica chocado quando alguém diz que vai gastar milhares de reais para colocar silicone. Ninguém acha absurdo que um homem faça um implante capilar ou que uma mulher faça um tratamento para celulite. De fato, eu também acho que tudo o que faz as pessoas se sentirem melhores é válido. Mas fazer terapia ainda causa espanto. Terapia ainda é vista por muitos como sinal de fraqueza, de segredos ou de desequilíbrio.

Eu digo com toda certeza: só consigo escrever- e ser julgada e tomar porrada e ser criticada e seguir em frente- toda quarta e todo domingo porque tenho apoio. Só aprendi a escrever sobre sentimentos porque me habituei a falar do meus. Só consegui lidar bem com o passado quando me ajudaram a afastar fantasmas escondidos. E eu não tenho a menor vergonha disso, assim como acho que ninguém deveria precisar ter.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017


E se, em vez de você esperar por 2017, 2017 esperasse por você?
Em vez de "2017 vai ser melhor", use: "Eu serei melhor em 2017".
Em vez de "Que 2017 seja um ano excelente", use "Eu serei uma pessoa excelente em 2017".
Em vez de "o que 2017 me reserva?", use: "O que eu reservo para 2017?"
Em vez de "tomara que 2017 me traga...", o que é que você pretende levar, entregar, oferecer à 2017? Autor Desconhecido

Desejo que façamos o melhor com o ano de 2017. Grata a todos que caminharam comigo no ano de 2016!!!!

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Meus espaços...meu trabalho... terapeuta/jardineira...gratidão

Atualmente trabalho com atendimentos de casal, familia e individual em Belo Horizonte, Carmo da Mata e Oliveira.

Consultório Carmo Da Mata


Consultório Belo Horizonte


Costumo imaginar que o consultório de um terapeuta é como um verdadeiro jardim! Nele chega todo tipo de flor, planta e arbusto, cada qual em uma fase diferente de desenvolvimento.

Algumas plantinhas são praticamente recém-nascidas da terra, árvores pequeninas que por razões diversas já encontram dificuldades em desenvolver troncos saudáveis e raízes fortes, para assim seguir adiante crescendo.

Outras vêm em franca fase de florescimento, árvores jovens e que deveriam estar cheias de vida e sonhos para frutificar, mas que se sentem perdidas, frágeis e com medo do que aconteceria se seus galhos começassem a crescer e ganhar altura. Temem, por exemplo, que suas raízes sejam arrancadas do chão, ou que os galhos lhe pesem sobre o corpo, ou ainda que os frutos ou flores que irão dar ao mundo não sejam belos, apetitosos e apreciados por quem os veja ou os colha.

Algumas chegam em pleno outono, depressivas pelas perdas das folhas, pelo clima gélido de seus corações, pelo medo de não mais produzirem ou voltarem a florescer novamente. Entre essas, há muitas árvores calejadas pela vida, que já passaram por muitas podas e já serviram de abrigo para todo tipo de bichinho da natureza… cuidam de todos, menos de si mesmas.

Aparecem também plantinhas aparentemente frágeis, dessas que a gente nem entende bem como conseguem resistir à climas áridos, aos ventos fortes e às tempestades. Mas, que pelo poder da própria natureza sobrevivem bravamente e continuam persistindo para encontrar a luz, a calmaria e a felicidade.

Vez ou outra, surgem algumas que curiosamente desenvolveram seus galhos, mas esqueceram-se das raízes. Parecem verdadeiras árvores flutuantes. Sonhadoras, elas estão sempre em busca de uma nova aventura e ávidas por mudanças. Mas, por falta justamente de raízes que nutram suas vidas, acabam não conseguindo se firmar ao chão e, com isso, realmente se desenvolver. Correm o risco de nada realizarem e ficarem só na imaginação.

E chegam tantas outras para serem cuidadas, cada qual com sua especificidade, que não haveria palavras suficientes para descrevê-las. Mas, entre tantas variedades, todas trazem algo em comum: o desejo de se curarem, de se transformarem e desenvolverem-se em todo seu potencial.

E, para isso, entregam-se aos cuidados de um jardineiro/terapeuta, confiantes de que ele saberá o que fazer para ajuda-las.

Neste encontro profundo, terapeuta e paciente necessitarão confiar na natureza, compreender seu ritmo e seu processo. Entender que mesmo os sintomas e os caminhos tortuosos que percorrem os galhos e as raízes, são partes de uma tendência para se alcançar o equilíbrio e a sustentação da vida.

Ambos terão que suportar todo tipo de adversidade: as tempestades de sentimentos negativos; os momentos de seca em que se farão presentes os silêncios e a diminuição do volume das águas da expressividade emocional; as dores dos espinhos que crescem devido aos traumas; as podas necessárias para que os padrões antigos deem espaço para o crescimento e florescimento de novos comportamentos, as chuvas frequentes que encharcam o terreno de lágrimas; e tantas outras variações que fazem parte dos ciclos da natureza.

Mas, também viverão momentos de profunda conexão e alegria! Neles sentirão em suas almas a chegada da primavera e o florescimento de um novo Ser, mais pleno, forte, realizado e capaz de cuidar-se e amar-se profundamente. Momento de contemplação, colheita e nova semeadura, com a chegada das borboletas, das abelhas e dos passarinhos que farão a polinização.

E assim, o terapeuta sente que seu trabalho de jardineiro está concluído. E, com isso, se regozija por ter sido expectador e testemunha de tão bela transformação!

Não podemos perder de vista que, para cumprir sua tarefa, o jardineiro precisará, todos os dias, fazer do seu jardim, um terreno fértil ao desenvolvimento de tudo que ali cresce. Precisará ir a fundo no conhecimento da alma humana, assim como bom jardineiro é conhecedor de todo tipo de vegetação.

Isso renderá longas horas de estudo, muitas pós-graduações, horas de análise e supervisão. Também precisará de “bagagem”, aperfeiçoando suas técnicas e ferramentas de trabalho, e enriquecendo-se com as experiências de sua própria vida e com as vivências trazidas pelas trocas com cada paciente que cruzar seu caminho. Tudo isso lhe servirá como o adubo que fertiliza o solo e proporcionará os meios necessários para garantir a nutrição e o desenvolvimento de tudo que nascer em seu jardim.

Na minha experiência como terapeuta/jardineira tenho visto muitas árvores ganharem raízes fortes, galhos frondosos, flores belíssimas e frutos saborosos. Assim, como vejo, a partir de cada troca e relação, brotarem em meu próprio jardim interno novas raízes e flores, que me tornam cada vez mais plena e mais humana.

Espero um dia, como todo terapeuta, que as sementes espalhadas dêem uma linda floresta, onde tudo possa viver expansão e equilíbrio. Pois ser jardineiro é também sonhar com um mundo onde cada plantinha tenha seu espaço e seu valor!

Autora:

Marcela Alice Bianco. Psicóloga Clínica e Psicoterapeuta Junguiana formada pela UFSCar. Especialista em Psicoterapia de Abordagem Junguiana associada à Técnicas de Trabalho Corporal pelo Sedes Sapientiae. CRP: 06/77338

http://www.psiqueemequilibrio.com.br/profissionais/marcela-alice-bianco